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Reajuste da tarifa de ônibus em Taboão da Serra está sob suspeita

No acordo, as empresas se comprometeram em comprar 30 ônibus novos, no entanto, ainda tem muitos carros velhos. FOTO: arquivo do Hoje

O aumento da passagem que aconteceu no início de julho está sendo analisado por uma banca de advogados que suspeitam do acordo entre a prefeitura de Taboão da Serra e as empresas Fervima e Pirajuçara, que detêm o monopólio do transporte público municipal há pelo menos 22 anos no município. Segundo levantamento feito pelos advogados, o acordo pode comprometer o contrato original e prejudicar os contribuintes taboanenses. “Ainda é cedo para uma avaliação mais profunda; mas temos indícios muito fortes que o acordo pode lesar o contribuinte e os usuários do sistema”, diz Dr. Wagner Eckstein Junior.
Para ele, o acordo foi feito de uma forma confusa e com falta de transparência, uma vez que os vereadores foram pegos de surpresa. “Veja, temos um contrato homologado pelo judiciário, mas isso não quer dizer que não possamos questionar. Pelo que fiquei sabendo, nem os vereadores souberam do acordo”, afirma o advogado.
A tarifa dos ônibus municipal passou a custar R$ 3,80 a partir da zero hora do dia 02 de julho, antes era R$ 3,00, um aumento de 26%. A passagem dos coletivos não sofria reajuste desde o ano de 2012. No acordo, a prefeitura vai subsidiar a passagem e se comprometeu em dar um crédito de R$ 0,80 para as empresas, por cada passageiro que utilizou o serviço após assinatura do acordo, em 31 de maio de 2016. Para o advogado, esse montante pode chegar a milhões já que não houve uma fiscalização adequada. “Esse é um item que vamos questionar. Não é razoável a prefeitura fazer acordo com fornecedores que buscam na Justiça direitos que às vezes não tem”, ensina Dr. Wagner.
“Alguns ônibus conseguimos perceber que são novos, agora tem outros que estão muito velhos, e por isso acredito que esse reajuste é péssimo. Pagar R$ 3,80 em uma passagem para andar trechos pequenos como aqui na cidade de Taboão da Serra não é justo”, declarou o vigia, Ailton Cardoso, de 47 anos para um jornal local.
Além das condições dos ônibus, os usuários apontaram que algumas linhas não cumprem o itinerário nos horários corretos. “Pego cerca de cinco circulares por dia, além de sempre estarem lotados, muitas vezes não passam nos horários corretos, como é o caso o circular 7, 9 e até mesmo o 2”, disse a estudante Roseane Santos de 24 anos.
Além do pedido de aumento tarifário, a Pirajuçara e a Fervima pediram ainda uma indenização por “desequilíbrio econômico-financeiro”, que está sendo postulada em uma ação que corre na 2ª Vara Cível de Taboão da Serra. Essa ação ainda não foi julgada.

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