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GCM de Taboão que ficou paraplégico contesta indenização de R$ 60 mil

“Não tem valor para voltar a andar, mas R$ 60 mil é um absurdo”, declarou Evandro Fabrício Ramos, guarda civil municipal que ficou paraplégico em acidente durante treinamento da corporação realizado no final de 2013, no governo Fernando Fernandes (PSDB). O jornal Hoje em notícias publicou o acidente na época, em sua edição 2015, em abril de 2014.
Ramos diz que vai recorrer e contesta o valor indenizatório de R$ 60 mil por danos morais que a Prefeitura de Taboão da Serra foi condenada a pagar, além de uma pensão vitalícia de valor que ainda será definido. A decisão foi proferida pela 8ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo no dia 17 de maio.
“Eu além de ser funcionário público, também era professor de educação física, trabalhava em Academias. Se for somar só o valor que eu ganhava nesta profissão ultrapassa os R$ 60 mil. Estou insatisfeito, não tem como concordar, eu e meu advogado não fomos notificados oficialmente desta decisão, a prefeitura já entrou com recurso, e vamos entrar também. É incompatível este valor, não cobri nem o que gastei durante esses três anos”, ressaltou Evandro durante entrevista exclusiva ao jornal Hoje em notícias.

Após acidente com Evandro, prefeitura entrega 23 novas viaturas para a corporação

O desembargador Bandeira Lins que proferiu a decisão afirma houve culpa da Administração no evento. “A ocorrência do fato danoso resta inequívoco, visto que a queda que vitimou o autor ocorreu apenas em função de sua participação no exercício de abordagem. E, no panorama delineado, inevitável imputar-se o evento à atuação culposa da Administração”.
Vai completar quase quatro anos que a vida de Evandro mudou completamente. Ele teve que deixar sua casa própria e alugar outro imóvel que ainda não é totalmente adaptado. Sem poder fazer algumas atividades sozinho, ele depende de ajuda e conta com uma tia que mora com ele.
Durante esse período Evandro diz que a prefeitura facilitou seu ingresso em unidades hospitalares, o que pra ele foi o mínimo e é um direito. Ramos destaca que contou deste o acidente até hoje com muita ajuda dos colegas da GCM e faz questão de agradecer a solidariedade de todos.
Relembre o caso
Evandro Fabrício Ramos, de 38 anos, caiu em um fosso de um dos elevadores de um prédio abandonado há décadas no Jd. Henriqueta, onde a corporação fazia simulação de repressão à atividade criminosa. Ele quebrou a coluna vertebral e ficou paraplégico.
Esperança
O quadro clínico de Evandro é lesão incompleta e ele ainda tem esperança de poder voltar a andar. Ele fez uma cirurgia, mas está sentindo muitas dores. Faz academia mas precisa fazer fisioterapia, que por enquanto, não conseguiu ajuda pública para dar prosseguimento.

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