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Empresa que intermediou voo que matou noiva havia sido denunciada

Por Matheus Herbert, Gazeta de S. Paulo

Foto: Reprodução TV Globo

A empresa que realizou o transporte de helicóptero da noiva Rosemeire Nascimento Silva, a caminho do altar e que acabou caindo em dezembro de 2016 em São Lourenço da Serra, havia sido denunciada à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mais de dois anos antes da tragédia por estar realizando táxi aéreo irregular. No acidente, além da noiva morreram o irmão dela Silvano Nascimento da Silva, a fotógrafa Nayla Cristina Neves Lousada e o piloto Peterson dos Santos Pinheiro Xavier, de 34 anos. O caso completou um ano nesta segunda-feira e segue em investigação.

De acordo com as investigações o helicóptero que caiu era da empresa HCS, que realizou o voo e que era responsável pelo piloto. A HCS diz que não se manifestará durante as investigações, que seguem em segredo de Justiça.

A acusação contra a empresa VoeNext, contratada pela noiva foi feita pela Associação Brasileira de Táxi Aéreo e Manutenção de Produtos Aeronáuticos (ABTAER). A denúncia de transporte aéreo clandestino de passageiros e cargas foi encaminhada à Ouvidoria e à Superintendência de Ação Fiscal da Anac.

A VoeNext informou que nunca foi empresa de táxi aéreo e que, desde sua constituição, trata-se de agência de turismo e viagens, regulada pela Embratur e não pela Anac.

Acidente
O helicóptero que havia saído de Osasco e levava para São Lourenço a noiva para a sua festa de casamento, no Sítio Recanto Beija-Flor, caiu na Estrada da Barrinha, altura do número 4.024, cerca de cinco minutos do local a onde aconteceria a cerimônia.

Vizinhos do local onde aconteceu o acidente, relataram na época a Gazeta que a aeronave soltava muita fumaça antes de cair na mata. “Estava assistindo televisão com a minha esposa e filhos, quando vi uma fumaça preta no céu, não deu muito tempo eu vi o helicóptero caindo e um grande barulho. Todos os vizinhos correram para socorrer”, disse o autônomo Eleniuso Santos, de 42 anos.

Situação
De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave modelo Robinson 44 havia sido comprada recentemente e estava em situação regular para voo. O helicóptero tinha capacidade para transportar até três pessoas, sem contar o piloto.

Desde dezembro de 2002, aeronaves desse mesmo modelo se envolveram em 49 acidentes no país.

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