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A música afasta o estresse e a ansiedade da vida infantil, diz associação de Psicopedagogia

Ela auxilia o desenvolvimento rítmico e a percepção de tempo das crianças, facilitando o processo de aprendizagem. Além de ser uma atividade relaxante, aulas de música estimulam a atenção do aluno, a percepção de novos sons e combatem a gagueira.
As escolas já incluíam em sua grade curricular as aulas de música. A atividade se tornou mais constante a partir da sanção da lei nº 11.769, que determina que o ensino musical seja obrigatório em toda a Educação Básica.
“A lei vem de alguma forma sedimentar essa importância”, revela Luciana Barros de Almeida, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia, ABPp.
A abertura para de novos ritmos e sons é apenas parte das qualidades que aulas de música oferecem. A coordenação motora, audição, ritmo de leitura e escrita, memória auditiva e audibilização são outros fatores trabalhados nesta atividade.
Até os menores músculos são desenvolvidos. Movimentos precisos e delicados fazem parte da chamada coordenação fina, que é trabalhada no manuseio de instrumentos, como a flauta.

As crianças recebem as aulas de música com amor e alegria. Estas atividades ajudam no desenvolvimento infantil – Foto: Divulgação

Para um ensino musical qualificado, a adequação é a palavra-chave, explica a psicóloga e psicopedagoga clínica, Ana Cássia Maturano. “Todo e qualquer ritmo pode ser trabalhado, desde que cada faixa etária receba o estímulo correto conduzido pelos projetos educacionais”, explica a especialista.
A princípio, a questão lúdica é priorizada, permitindo que a criança explore novos ritmos e sons. Depois, a bagagem musical aumenta e novos conhecimentos são inseridos. Cultura e história são aspectos que conversam com a aula, principalmente para adolescentes.
“É preciso motivar as crianças a conhecer a origem do ritmo e como essas diferenças culturais vão se apropriando dos diferentes estilos musicais”, comenta Luciana Barros de Almeida.
O professor que ministra as aulas é responsável por estimular a música na vida das crianças, e não formar musicistas, explica a presidente da ABPp.
O objetivo é transmitir os conceitos fundamentais desta arte, a adaptando para o ambiente escolar. O profissional precisa estar antenado a modernidade e introduzir diferentes atividades, como a biodança.
Para a maior capacitação dos professores, a presença de um especialista no corpo docente, que coordena a capacitação dos educadores e a formação do programa pedagógico, é essencial.
O ensino na Educação Infantil é diverso. Até os 3 anos de idade, canções de ninar e músicas que fazem associação ao corpo humano são indicadas; tambores e xilofones podem ser inserido. De 4 a 5 anos a elaboração se intensifica com a introdução de novos instrumentos, como o pianinho, triângulo, flauta, entre outros.
As crianças recebem as aulas de música com amor e alegria. Estas atividades ajudam no desenvolvimento infantil e promovem um ensino com prazer e dedicação. “É quando elas podem se liberar, se expressar; tem a ver com o prazer, com o lúdico”, diz Ana Cássia.
A Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp) é uma instituição sem fins lucrativos que trabalha em nível nacional promove o caráter técnico, científico e social dentro da profissão de Psicopedagogia. Foi fundada em 1980 e busca qualificar e desenvolver melhor os profissionais atuantes nessa área.

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